
Recuperação de queimaduras: Quando a cirurgia plástica é necessária?
A cirurgia plástica desempenha um papel que vai muito além da estética quando o assunto é o tratamento de queimaduras. Enquanto a medicina de emergência foca na preservação da vida e na estabilização do paciente, a cirurgia plástica reconstrutiva entra em cena para devolver a funcionalidade ao corpo e minimizar os impactos psicológicos das cicatrizes. Entender o momento exato de intervir é crucial para o sucesso da reabilitação.
A intervenção na fase aguda
Em casos de queimaduras de terceiro grau ou de segundo grau profundo, a cirurgia plástica pode ser necessária logo nos primeiros dias após o acidente. O procedimento mais comum nesta etapa é o desbridamento, que consiste na remoção do tecido morto para evitar infecções generalizadas. Logo em seguida, pode ser realizado o enxerto de pele imediato para cobrir a área exposta, acelerar a cicatrização e proteger o organismo.
A reconstrução de sequelas e funções
Após a cicatrização inicial, muitos pacientes enfrentam o que chamamos de contraturas cicatriciais. Isso ocorre quando a nova pele se torna rígida e “puxa” as articulações, impedindo movimentos básicos como abrir as mãos, esticar os braços ou movimentar o pescoço.
A cirurgia plástica é indispensável nestes cenários para:
Liberação de bridas: cortes estratégicos na cicatriz para devolver a amplitude do movimento.
Uso de expansores teciduais: técnica onde um balão de silicone é inserido sob a pele sã para “esticá-la” e gerar novo tecido para cobrir a área lesionada.
Zetaplastia: uma técnica de reposicionamento da cicatriz para que ela siga as linhas naturais da pele, reduzindo a tensão.
O aspecto estético e a reintegração social
Embora a função seja a prioridade, a aparência da pele tem um impacto profundo na saúde mental do sobrevivente. A cirurgia plástica atua na melhora da textura, do relevo e da coloração das cicatrizes. Procedimentos como laser, microagulhamento associado a cirurgias e revisões de cicatrizes são ferramentas utilizadas para que o paciente se sinta confortável em sua própria pele novamente.
A decisão sobre quando operar deve ser individualizada, respeitando o tempo de maturação da cicatriz, que pode levar de seis meses a dois anos. O acompanhamento multidisciplinar entre cirurgião plástico, fisioterapeuta e psicólogo é o que garante que a recuperação seja completa e transformadora.
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