
Tratamentos de feridas abertas que não cicatrizam
Saiba como são feitos os tratamentos de feridas abertas que demoram ou não cicatrizam. Conheça a Clínica Cepelli e saiba como podemos te ajudar em casos como esse:
É muito comum, em feridas abertas, aparecer uma camada branco-amarelada que se chama fibrina. A fibrina até pode transmitir a ideia de infecção, mas na realidade ela é um processo natural de cicatrização.
Em alguns casos, a fibrina demora a se formar, o que pode ocasionar infecções de leve a moderada e prejudicar a cicatrização das feridas. Em casos como esse, tratamentos de feridas são extremamente necessários, pois são eles que vão auxiliar na aceleração da cicatrização e desinfecionar o lugar que já está afetado. Confira como fazer:
Análise da ferida: Antes de mais nada, é importante avaliar o tipo de ferida aberta que você possui e se ela necessita ou não de tratamento médico. Existem quatro tipos de feridas abertas, sendo elas a abrasão, que ocorre quando a pele raspa ou esfrega em uma superfície áspera ou dura, a laceração, que é ocasionada após um corte profundo na pele, a perfuração, que é quando um objeto pontiagudo perfura sua pele e a avulsão, que é uma ruptura parcial ou completa da pele e do tecido.
Primeiros-cuidados: Após identificar o tipo de ferida, faça os primeiros cuidados. Se a ferida for pequena, pode ser tratada dentro de casa, porém, se ela for grande, infeccionar ou fazer com que a pessoa perca muito sangue, por mais de 20 minutos, um atendimento médico imediato é necessário.
Cuidados imediatos: Se for tratar a ferida em casa, é importante lavá-la bem, para que toda sujeira seja removida. Não utilize nenhum tipo de produto, apenas água e sabão. Você pode fazer uma compressa de gelo para diminuir o inchaço e uma pressão direta para controlar o sangramento.
Curativo: Feito isso, envolva a ferida em um curativo estéril ou bandagem. Se a ferida for pequena demais, ela pode se curar sem bandagem. Porém, se for média ou grande ela provavelmente necessitará desse auxílio.
Tratamento: A dor e ardência geralmente fazem parte do processo de cura das feridas abertas. Se esse for seu caso, tome remédios para dor como o paracetamol, que tem o Tylenol. Evite produtos com aspirina pois eles podem prolongar ou causar mais sangramento. Se preferir, faça uso de pomadas cicatrizantes, mas não se esqueça que se automedicar é um risco nada recomendado.
A presença de fibrina em feridas é um processo natural do organismo durante a cicatrização, mas seu acúmulo excessivo pode interferir na regeneração dos tecidos e exigir atenção profissional. Saber identificar a fibrina e compreender seu papel no reparo tecidual é essencial para conduzir o tratamento adequado.
O que é fibrina em feridas?
A fibrina é uma proteína insolúvel, formada a partir do fibrinogênio durante o processo de coagulação. Sua função é formar uma malha que estabiliza o coágulo sanguíneo e oferece suporte para a migração celular, essencial à cicatrização.
Quando ocorre uma lesão, o organismo ativa mecanismos de hemostasia para interromper o sangramento e dar início ao reparo. A fibrina é um dos primeiros elementos a se formar, atuando como um “andaime biológico” que favorece a proliferação de células regenerativas, como fibroblastos e queratinócitos.
Entretanto, o excesso ou persistência da fibrina pode ser prejudicial, especialmente em feridas crônicas, pois impede a visualização da base da lesão e dificulta a ação de curativos bioativos.
Aspecto e identificação da fibrina
A fibrina em feridas costuma se apresentar como uma camada amarelada, brilhante e firme, com aderência parcial ou total à base da lesão. Ela pode ser confundida com:
Tecido necrótico (esfacelo): normalmente mais espesso, opaco e mal cheiroso;
Exsudato seco: secreção desidratada que pode aderir à superfície;
Biofilme: acúmulo de bactérias organizadas que formam uma barreira invisível à olho nu.
Para diferenciar a fibrina do tecido desvitalizado, é fundamental uma avaliação clínica criteriosa, considerando o histórico da lesão, tempo de evolução, sinais de infecção e resposta ao tratamento.
👉 A avaliação correta da lesão é essencial para determinar o protocolo de desbridamento mais indicado.
Causas da formação excessiva de fibrina
Embora a fibrina seja parte normal da resposta inflamatória, algumas situações favorecem seu acúmulo prolongado:
Feridas crônicas ou de difícil cicatrização, como úlceras venosas, escaras e lesões diabéticas;
Deficiência no sistema imunológico ou descontrole glicêmico;
Falta de oxigenação tecidual, que reduz a atividade de enzimas de degradação;
Uso inadequado de curativos, que mantêm a ferida em ambiente úmido excessivo;
Presença de infecção bacteriana, que altera o equilíbrio da ferida e inibe a ação fagocitária.
O acúmulo de fibrina em feridas pode indicar estagnação no processo cicatricial e, por isso, exige intervenção clínica.
Tratamentos para remoção da fibrina em feridas
O manejo da fibrina envolve estratégias que favoreçam a limpeza da lesão e a retomada da cicatrização. As abordagens mais comuns são:
Desbridamento autolítico
Utiliza curativos que mantêm a umidade ideal, permitindo que enzimas naturais do próprio organismo dissolvam a fibrina. É uma técnica não invasiva, porém mais lenta. Indicado para pacientes com dor ou contraindicações para técnicas mecânicas.
Desbridamento mecânico
Feito com gaze úmida, irrigação sob pressão ou técnicas como a toalhinha embebida em solução. Remove fisicamente a fibrina aderida, porém pode causar desconforto e leve sangramento. Deve ser feito com cuidado e por profissional capacitado.
Desbridamento enzimático
Envolve a aplicação de pomadas enzimáticas (como colagenase), que degradam seletivamente a fibrina sem afetar o tecido viável. É uma opção intermediária entre o autolítico e o mecânico.
Desbridamento cirúrgico
Indicado em casos de feridas profundas, com muita fibrina e risco de infecção, esse método é rápido e eficiente, porém exige anestesia local e ambiente ambulatorial ou hospitalar.
Cuidados com feridas que apresentam fibrina
Além do desbridamento, alguns cuidados complementares são essenciais para manter a lesão em condições ideais de cicatrização:
Troca regular de curativos, conforme orientação profissional;
Manutenção do ambiente úmido controlado (nem seco, nem excessivamente úmido);
Controle de doenças de base, como diabetes, hipertensão e doenças vasculares;
Avaliação nutricional, pois proteínas e micronutrientes são essenciais à regeneração;
Evitar automedicação ou curativos caseiros, que podem agravar o quadro.
O monitoramento da lesão deve ser contínuo, com documentação fotográfica e mensuração periódica da área lesionada.
Fibrina em feridas: quando se preocupar?
A presença de fibrina em si não é preocupante, desde que esteja dentro do tempo fisiológico da cicatrização. No entanto, é hora de buscar avaliação especializada quando:
A ferida permanece com fibrina persistente por mais de 2 semanas;
Há sinais de infecção local, como odor, calor e vermelhidão intensa;
A lesão não reduz de tamanho com o tratamento aplicado;
O paciente apresenta febre ou sintomas sistêmicos.
Feridas crônicas com acúmulo de fibrina podem evoluir para infecções mais graves, como celulites, osteomielite ou sepse, caso não sejam tratadas corretamente.
Conclusão
A fibrina em feridas é um indicativo do processo inflamatório e cicatricial, mas seu acúmulo excessivo pode retardar a regeneração tecidual. Reconhecer seus aspectos, causas e saber manejá-la com técnicas adequadas é fundamental para promover uma cicatrização eficaz e segura.
A escolha do método de desbridamento deve levar em consideração o tipo da lesão, a condição clínica do paciente e os recursos disponíveis. Sempre que necessário, a avaliação de um profissional da saúde com experiência em feridas é essencial para o sucesso terapêutico.
Se a sua ferida for mais grave do que o normal, apresentando sangramento intenso e infecção, procure um médico especialista e faça o tratamento correto para sua ferida. Conheça a Clínica Cepelli, especialista em tratamentos de feridas e queimaduras para todas as idades. Entre em contato para agendar uma consulta com nossos especialistas.
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